Nasce o Barómetro da Diversidade nos Ambientes de Trabalho (BDEL)

foto-fundacion-diversidad (1) • Tem como objetivo analisar as práticas que as organizações aplicam para gerir a diversidade dos seus quadros e stakeholders, bem como as tendências que seguem nesta matéria. • Neste primeiro barómetro foram analisadas 102 empresas, que integram 252 857 profissionais. Fundación para la Diversidad, através da análise do "Informe de Desarrollo", destinado à renovação da assinatura do Charter da Diversidade, pretende ser o Barómetro da Diversidade nos Ambientes de Trabalho (BDEL).

Nasce da necessidade sentida pelas empresas que, durante a última década, atravessaram uma série de mudanças sociais e demográficas, que tornam inevitável posicionar a gestão da diversidade como uma ferramenta estratégica que contribua para a rentabilidade e sustentabilidade das organizações.

Com uma periodicidade bienal, este Barómetro tem como objetivo identificar a tendência das iniciativas e práticas que as organizações aplicam para gerir a diversidade dos seus quadros e stakeholders. Por outro lado, dará a oportunidade de adaptar as atividades e projetos da Fundação às áreas de gestão da diversidade em que apresentem maiores fragilidades, bem como promover e divulgar as melhores práticas e tendências.

A Fundación Diversidad prevê que, no final de 2016, o número de questionários analisados represente uma amostra suficiente para permitir comparações por comunidades autónomas, número de pessoas empregadas e setores.

Neste primeiro barómetro, foram analisadas 102 empresas – que integram 252 857 profissionais – cuja composição por dimensão corresponde a 26% de pequenas e médias empresas, respetivamente, e 48% de grandes empresas. Todas responderam aos diferentes blocos de perguntas fixas, a partir dos quais são elaborados os indicadores do Barómetro (BDEL).

Alguns dados resultantes do I Barómetro da Diversidade nos Ambientes de Trabalho (BDEL):

A força de trabalho distribui-se de tal forma que a percentagem de homens e mulheres é, respetivamente, de 60% e 40%. Este dado reflete que a igualdade de género está mais equilibrada. Pelo contrário, a representação média das mulheres em cargos de direção diminui para 34%, enquanto a dos homens se situa nos 66%. Se focarmos a posição das mulheres em cargos de direção em função da dimensão da empresa, verificamos que nas pequenas empresas as mulheres em cargos de direção representam 46,3%, observando-se uma diminuição percentual de 18 pontos nas grandes empresas. Assim, o BDEL assinala que o ponto fraco, em matéria de género, das empresas analisadas continua a ser a disparidade entre homens e mulheres nos níveis hierárquicos mais elevados das empresas.

• Ao analisar as diferentes gerações, o maior volume encontra-se nas faixas etárias dos 30-40 anos, com 38%, e dos 40-50 anos, com 28%. A análise evidencia a necessidade de gerir prioritariamente a diversidade geracional, para obter a máxima eficiência do conhecimento e das competências de cada uma das 4 gerações que coexistem nos ambientes de trabalho. Os dados não variam substancialmente quando a análise é feita por dimensão da empresa, sendo a maior taxa de ocupação entre os 30-40 anos de 44,3% nas pequenas empresas, 34,5% nas médias e 32,47% nas grandes.

• O BDEL revela que 100% das empresas obrigadas cumprem a legislação em matéria de deficiência, mas apenas 32% o fazem através da contratação direta. Se analisarmos esta dimensão em função da dimensão da empresa, verificamos que 91% das grandes empresas contratam pessoas com deficiência, enquanto nas médias empresas essa percentagem é de 58% das inquiridas e apenas 8% o fazem nas pequenas empresas. Torna-se, assim, necessário desenvolver programas específicos para promover uma maior contratação e o cumprimento da legislação, especialmente nas médias empresas.

• Relativamente a programas concretos de conciliação, 89% das empresas dispõem de políticas de trabalho flexível e 93% confirmam que os requisitos laborais se ajustam às necessidades dos seus trabalhadores. Por fim, os programas de paternidade/maternidade estão implementados em 7 em cada 10 empresas analisadas e os programas de apoio aos trabalhadores com deficiência, em 6 em cada 10.

• Outro dos indicadores analisados pelo BDEL revela que apenas 34% das empresas promovem programas de formação e sensibilização em matéria de diversidade destinados a todo o quadro de pessoal. É particularmente importante salientar que a formação e a sensibilização são aspetos vitais que devem ser aplicados transversalmente a toda a organização.

Com tudo isto, a Fundación Diversidad mostra-se otimista perante estes primeiros resultados, uma vez que 100% das organizações têm em conta a necessidade de possuir um quadro de pessoal diversificado. Para tal, os seus processos de seleção estabelecem mecanismos destinados a eliminar esses desequilíbrios. Embora ainda haja um longo caminho a percorrer, tudo indica que a gestão da diversidade começa a posicionar-se como um dos principais desafios da política empresarial.