60% das pessoas com deficiência intelectual estão desempregadas

Segundo afirma a AFEM, uma organização que integra mais de uma centena de Centros Especiais de Emprego, são as pessoas com deficiência intelectual que mais fazem aumentar as taxas de desemprego. Com efeito, 60 por cento destas pessoas encontram-se desempregadas. Com o objetivo de formar e ajudar as pessoas com deficiência, tendo em vista a sua posterior integração no mercado de trabalho normal, surgem os Centros Especiais de Emprego, com um quadro de pessoal constituído em 70% por pessoas com deficiência. Habitualmente, estes centros dedicam-se a atividades como a hotelaria, a restauração ou a agricultura biológica, entre outras, porque os níveis de formação destas pessoas são baixos, o que, de certo modo, impede que desempenhem trabalhos que exijam maior qualificação. Neste sentido, a AFEM solicita ao Governo que o atual sistema educativo tenha mais em consideração os jovens com deficiência intelectual, promovendo a sua formação profissional e apostando no desenvolvimento de uma estratégia global de ação que a coordene.