70% dos cuidadores de pessoas com Alzheimer são familiares.

Este é um dos dados apresentados num relatório realizado pela Fundação Alzheimer Espanha, em colaboração com a Universidade Complutense de Madrid. Estes cuidadores são, na maioria dos casos, filhas ou cônjuges da pessoa doente. Dedicam, em média, 6 anos a cuidar do seu familiar, tendo de renunciar ao seu tempo de lazer, às relações sociais e até ao trabalho fora de casa, o que os leva, de certa forma, a encontrar-se numa situação de exclusão social. Este estudo demonstra também que, embora a maioria dos ex-cuidadores reconheça que a morte do seu familiar representa um descanso tanto para a pessoa doente como para o cuidador, muitos declaram sofrer de um forte estado de ansiedade, por não se sentirem preparados para enfrentar a perda. Concretamente, segundo os dados do estudo, 35% apresentam algum episódio de depressão e 33% têm algum problema de ansiedade. Além disso, os resultados deste relatório mostram que os ex-cuidadores fazem uma avaliação da sua saúde mental muito mais negativa, quando comparados com a população geral da mesma idade.