73% das empresas madrilenas oferece aos seus trabalhadores licenças sem vencimento para cuidarem de familiares dependentes

A Universidade Complutense realizou e publicou o estudo “As políticas de conciliação da vida familiar e profissional na perspetiva do empregador. Problemas e vantagens para a empresa”, que demonstra que a maioria dos empresários madrilenos acredita que a aplicação de medidas de conciliação nas entidades traz grandes benefícios.

Este estudo, um dos mais exaustivos publicados até ao momento em matéria de conciliação, inquiriu 228 diretores de recursos humanos de empresas estabelecidas na Comunidade de Madrid. Para a sua realização, foram recolhidas informações sobre a dimensão da empresa, o número de trabalhadores no quadro de pessoal, o setor de atividade a que se dedicam, a acessibilidade a práticas de conciliação e foi ainda perguntado aos inquiridos sobre a cultura empresarial das suas organizações. Entre outros dados, este estudo revela que a maioria dos inquiridos afirma que nas suas empresas são aplicadas medidas de conciliação, como permitir a ausência do posto de trabalho em caso de emergência familiar (96,4%), a flexibilidade na distribuição das férias (92,89%) ou a licença para cuidar de pessoas dependentes (73,21%). Além disso, são cada vez mais as empresas que marcam as reuniões em horários que facilitam a conciliação e que têm flexibilidade nos horários de entrada e saída.

E, embora a implementação de medidas que promovam a conciliação implique custos económicos e organizacionais, são muitos os benefícios que proporciona. Entre os mais valorizados encontram-se: a imagem de marca (92,9%), a melhoria do ambiente de trabalho (91,6%), a retenção de talento (82%), a redução do absentismo laboral (74,3%) e o aumento da produtividade e do desempenho das pessoas (78,4%). Para o conseguir, a Alares trabalha no desenvolvimento de serviços para grupos e empresas, com o objetivo de alcançar o melhor resultado na sua prestação.

Mas este estudo também pretendeu analisar as barreiras que impedem as empresas de aplicar medidas de conciliação, uma vez que há setores que, devido à sua atividade ou aos seus horários, enfrentam grandes dificuldades para implementar este tipo de políticas.