I Congresso Internacional Alares: A Gestão da Diversidade, da Conciliação e da Igualdade, chaves do sucesso na empresa

A gestão adequada da Diversidade, da Conciliação da vida profissional e pessoal e da Igualdade são três chaves do sucesso empresarial, segundo foi afirmado esta manhã no I Congresso Internacional Alares Qualidade de Vida e Competitividade Empresarial. Este encontro está a decorrer na IFEMA e contou com a presença de mais de 1000 dirigentes e executivos, 56% dos quais são mulheres. Os congressistas provêm maioritariamente de Madrid (39%), 28% de Barcelona e 22% de outros países europeus. Diretores-gerais, diretores de Recursos Humanos, diretores de Responsabilidade Social Corporativa e altos responsáveis do setor público de diferentes áreas partilham experiências e conhecimentos neste fórum anual. Na Sessão Inaugural, Mark Hollingworth, autor do best-seller “Growing People, Growing Companies” e fundador da 5i Strategic Affairs, explicou as chaves do sucesso num mundo sujeito a mudanças contínuas. “Mesmo que nos recusemos a mudar, tudo se move à nossa volta”. Hollingworth assegura que, muitas vezes, na sociedade atual, é muito difícil renunciar ao sucesso profissional. E o custo é uma vida pessoal e familiar insatisfatória e desfeita”. Por isso, as políticas de conciliação assumem uma importância cada vez maior, tanto para as pessoas como para as empresas. “Um trabalhador satisfeito, com condições laborais adaptadas às suas necessidades, torna a sua empresa mais competitiva. O horário não é importante, mas sim a produtividade”.Nesta primeira sessão e entre as diversas mesas-redondas que têm lugar neste Congresso, destaca-se a intervenção da Presidente do Instituto Europeu para a Gestão da Diversidade, Myrtha Casanova, que analisou a Diversidade como elemento para alcançar a máxima eficácia no posto de trabalho. “Hoje e no futuro, o sucesso e a sustentabilidade das empresas não dependerão exclusivamente da sua dimensão e disponibilidade de recursos financeiros e tecnológicos. Nem dependerão unicamente da redução de custos, da reestruturação de quadros, das reformas antecipadas e das fusões que, com demasiada frequência, apenas fazem ampliar os problemas de rentabilidade das organizações. Dependerão, essencialmente, da capacidade das suas pessoas para gerirem eficazmente os recursos e processos disponíveis, num cenário em contínua e vertiginosa transformação. Em cenários globais cuja natureza intrínseca é a diversidade”. Casanova assegura que apenas grupos humanos com perfis diversos – tanto demográficos como organizacionais – que trabalhem em equipa são capazes de otimizar todos os recursos e sistemas das organizações. Apenas equipas de recursos humanos diversificadas e bem integradas geram a inovação e a criatividade necessárias para garantir a permanência das empresas nos novos mercados globais, competitivos e diversificados.No que diz respeito aos programas de Conciliação, Myrtha Casanova assegura que permitem ao trabalhador dedicar a sua atenção e o seu tempo a todos os aspetos da sua vida profissional com um elevado grau de satisfação, o que gera eficácia e excelência no trabalho”. Afirma também que “este tipo de decisões é tomado no topo, mas quem tem de implementar o Plano Estratégico são os trabalhadores – daí a importância de envolver todos no processo”. Por outro lado, foram também analisados vários casos práticos, tanto de administrações locais como de empresas europeias, que implementaram planos de conciliação entre a vida profissional e a vida pessoal. Entre os exemplos mais bem-sucedidos encontra-se o do Royal Bank of Scotland, cujo diretor de RSC (Responsabilidade Social Corporativa), Iain MacDonald, apresentou o balanço da sua experiência. “Conseguimos alcançar níveis de satisfação e desempenho profissional que, de qualquer outra forma, teriam sido impossíveis. Os nossos dados confirmam-no: pelo menos 22% dos trabalhadores estão inscritos nos programas de flexibilidade laboral, verifica-se um aumento crescente da Diversidade e 76% dos trabalhadores estão muito satisfeitos com o seu equilíbrio entre vida e trabalho”. Também a presença no I Congresso Internacional Alares de instituições públicas como a de Barnet (Reino Unido) ou da Câmara Municipal alemã de Hanau comprova a crescente relevância destes temas na sociedade atual.