Igualdade, chave do sucesso.Segundo diferentes estudos, menos de 30 % das mulheres ocupam cargos de direção. No entanto, em termos de formação, as mulheres superam os homens em percentagem. Por sua vez, segundo o relatório da UGT «Trabalhar igual, ganhar igual», existem diferenças significativas no que diz respeito ao salário.
A diferença entre o que homens e mulheres ganham em Espanha por um trabalho de igual valor situou-se, no final de 2012, em 23,93%, a taxa mais elevada dos últimos cinco anos. Isto faz com que, para receber uma pensão do mesmo valor, uma mulher tenha de trabalhar mais 11 anos e meio do que um homem num trabalho de igual valor.
Além destes dados do relatório «Presente e futuro das mulheres nos conselhos de administração, 2015» , com números fechados em 31 de dezembro de 2014, conclui-se que o ano de 2014 terminou com um total de 79 mulheres nos conselhos de administração das 35 empresas que integravam o Ibex em 31 de dezembro, o que correspondia a 17,34% dos 467 membros dos conselhos. Falamos, então, de igualdade efetiva?
A estatística oficial do Instituto da Mulher regista o número de homens e mulheres que, todos os anos, pedem uma licença sem vencimento para cuidar de familiares. Esta percentagem cresceu um ponto percentual entre as mulheres, entre 2005 e 2008. Se antes era de 84%, agora é de 85%. Em termos absolutos, em 2013 (último ano disponível), 5.703 mulheres solicitaram uma licença para cuidar de pessoas dependentes (idosos ou doentes), contra 989 homens. A diferença é maior quando a licença se destina ao cuidado dos filhos. Nesse mesmo ano, foram 26.497 as mulheres que a solicitaram, contra 1.541 homens.
Estes dados são um exemplo que nos permite perceber que, apesar dos progressos realizados, a igualdade entre mulheres e homens na vida quotidiana ainda não é uma realidade. Na prática, mulheres e homens não usufruem dos mesmos direitos. É uma questão de números. Eles estão aí e temos de os mudar.
A conciliação é indispensável. Embora tenhamos dado passos gigantescos nesta matéria, continuamos na cauda em muitos aspetos. Muitas mulheres dão prioridade às suas carreiras profissionais em detrimento das familiares. E isto não pode ser assim. A conciliação não é uma questão de mulheres, é uma questão de homens e mulheres. A conciliação só pode funcionar se envolver homens e mulheres em igual medida.
Devemos ter em conta que, no mundo de hoje e de amanhã, uma verdadeira igualdade entre mulheres e homens constitui também a chave do nosso sucesso económico e social. Continuemos a apostar na igualdade e na conciliação.
Igualdade, a chave do sucesso
Igualdade, chave do sucesso.Segundo diferentes estudos, menos de 30 % das mulheres ocupam cargos de direção. No entanto, em termos de formação, as mulheres superam os homens em percentagem. Por sua vez, segundo o relatório da UGT «Trabalhar igual, ganhar igual», existem diferenças significativas no que diz respeito ao salário.
A diferença entre o que homens e mulheres ganham em Espanha por um trabalho de igual valor situou-se, no final de 2012, em 23,93%, a taxa mais elevada dos últimos cinco anos. Isto faz com que, para receber uma pensão do mesmo valor, uma mulher tenha de trabalhar mais 11 anos e meio do que um homem num trabalho de igual valor.
Além destes dados do relatório «Presente e futuro das mulheres nos conselhos de administração, 2015» , com números fechados em 31 de dezembro de 2014, conclui-se que o ano de 2014 terminou com um total de 79 mulheres nos conselhos de administração das 35 empresas que integravam o Ibex em 31 de dezembro, o que correspondia a 17,34% dos 467 membros dos conselhos. Falamos, então, de igualdade efetiva?
A estatística oficial do Instituto da Mulher regista o número de homens e mulheres que, todos os anos, pedem uma licença sem vencimento para cuidar de familiares. Esta percentagem cresceu um ponto percentual entre as mulheres, entre 2005 e 2008. Se antes era de 84%, agora é de 85%. Em termos absolutos, em 2013 (último ano disponível), 5.703 mulheres solicitaram uma licença para cuidar de pessoas dependentes (idosos ou doentes), contra 989 homens. A diferença é maior quando a licença se destina ao cuidado dos filhos. Nesse mesmo ano, foram 26.497 as mulheres que a solicitaram, contra 1.541 homens.
Estes dados são um exemplo que nos permite perceber que, apesar dos progressos realizados, a igualdade entre mulheres e homens na vida quotidiana ainda não é uma realidade. Na prática, mulheres e homens não usufruem dos mesmos direitos. É uma questão de números. Eles estão aí e temos de os mudar.
A conciliação é indispensável. Embora tenhamos dado passos gigantescos nesta matéria, continuamos na cauda em muitos aspetos. Muitas mulheres dão prioridade às suas carreiras profissionais em detrimento das familiares. E isto não pode ser assim. A conciliação não é uma questão de mulheres, é uma questão de homens e mulheres. A conciliação só pode funcionar se envolver homens e mulheres em igual medida.
Devemos ter em conta que, no mundo de hoje e de amanhã, uma verdadeira igualdade entre mulheres e homens constitui também a chave do nosso sucesso económico e social. Continuemos a apostar na igualdade e na conciliação.


