APENAS 13 EM CADA 100 EMPRESAS FINANCEIRAS INFORMAM BEM OS SEUS COLABORADORES SOBRE AS POLÍTICAS DE CONCILIAÇÃO da vida profissional e familiar
Apenas 13% dos bancos, seguradoras e instituições financeiras divulgam eficazmente as suas políticas de conciliação entre a vida profissional e familiar junto dos seus colaboradores, segundo um estudo da Fundación Alares apresentado hoje. O relatório, intitulado «Conciliação entre a empresa e a família no setor financeiro», serve de «referência e permite-nos estabelecer a média do setor para podermos melhorar», segundo o presidente da Fundación Alares, Javier Benavente.Este estudo analisou um total de 800 bancos, seguradoras e empresas financeiras e foi realizado pelo Centro de Família e Trabalho do IESE, cuja diretora, Nuria Chinchilla, apresentou os seus principais resultados.Entre estes, destaca-se o facto de «quase 70% dos dirigentes do setor financeiro afirmarem estar conscientes da necessidade de políticas de conciliação». Com efeito, 47% das empresas estudadas dispõem de um comité responsável por estes programas.Em contrapartida, o relatório indica que 85% dos dirigentes consideram menos comprometidos com a empresa os colaboradores que pedem dispensas por motivos familiares e que 96% veem como «positivo levar trabalho para casa».
Segundo Nuria Chinchilla, «estes indicadores fazem parte da dimensão cultural da empresa e dificultam a implementação integral das políticas de conciliação».
Chinchilla defendeu políticas para promover a conciliação entre a vida profissional e familiar, como dar preferência nos concursos públicos e conceder deduções fiscais às empresas que tenham implementado estas práticas.
No mesmo sentido se pronunciou o presidente da Fundación Alares, que sublinhou que, «embora a conciliação familiar interesse às empresas, estes temas dizem respeito a todos».
Também concordou com esta opinião o diretor de Relações Institucionais da Caja del Mediterráneo, Carlos Mollano, que afirmou que, em última análise, «o que a conciliação consegue é fidelizar os trabalhadores e reter o talento».


