A representação das mulheres nos conselhos de administração das grandes empresas continua a ser reduzida, embora tenha aumentado em 2011, quando atingiu 13,8% à escala mundial, sobretudo devido aos sistemas de quotas aplicados em vários países europeus.
O estudo, realizado de dois em dois anos, foi apresentado hoje numa das sedes do Banco Mundial, em Washington, pela Corporação Internacional de Mulheres Dirigentes (CWDI, em inglês), uma organização de mulheres empresárias dedicada à promoção da igualdade de género nas grandes empresas.
A França e a Espanha lideram o aumento da representatividade desde 2004, quando começou a ser medida a presença feminina nos principais conselhos de administração internacionais, com um aumento de 13,9% e 7,3% nos últimos sete anos, respetivamente.
Ana María Llopis, administradora da Société Générale e presidente do grupo DIA, defendeu, numa conversa com a Efe, a presença feminina nos quadros dirigentes das empresas, porque «num momento de crise, a mulher traz um talento especial para a tomada de decisões, a assunção de riscos e as questões de ética e de recursos humanos».
«O tema das quotas é interessantíssimo: quando são estabelecidas quotas temporariamente, o processo acelera-se. Quando a velocidade da mudança não é suficiente, é preciso acelerá-la», acrescentou após a apresentação do relatório.
À escala mundial, os EUA lideram a lista da percentagem de mulheres nos conselhos de administração, com 20,8%, seguidos pela França, com 20,1%, pelo Reino Unido, com 16,8%, e pela Alemanha, com 15,4%.
A Espanha, que em 2004 contava com apenas 1,9%, regista em 2011 uma percentagem de 9,2%, em grande medida graças ao sistema de quotas exigido pelas autoridades espanholas em 2007.
De acordo com o relatório, que analisa a situação na lista das 200 principais empresas mundiais publicada pela revista «Fortune», este sistema de quotas produz «a longo prazo um conjunto de diretoras com experiência, fazendo com que a diversidade de género deixe de ser um problema».
A China e o Brasil, duas das grandes economias emergentes, registam também uma representação feminina crescente nas grandes empresas: 8% no caso do gigante asiático e 8,3% no latino-americano.
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