Superar o medo de contratar pessoas com deficiência

Para muitas organizações, lidar com a contratação de pessoas com deficiência não é uma tarefa fácil. Talvez por desconhecimento ou falta de formação, são cada vez mais as que recorrem ao aconselhamento de especialistas na matéria, que as ajudam a perceber como e de que forma podem cumprir a LISMI. Por isso, vamos apresentar aqui diferentes mecanismos para perder o medo da deficiência e, para tal, recorreremos ao que foi abordado esta manhã na Jornada Prática: UM DESAFIO PARA AS EMPRESAS: Emprego, Acessibilidade e Prevenção de Riscos Profissionais para Pessoas com Deficiência, organizada pela Fundación Alares, com o patrocínio da Sociedad de Prevención de Ibermutuamur.

Identificação de casos e PRL

Uma boa opção é a apresentada pela Doutora Teresa García-Margallo, da Sociedad de Prevención de Ibermutuamur, que revelou a necessidade de as organizações apostarem na identificação dos casos de deficiência existentes entre os seus trabalhadores. Desta forma, seria possível adaptar cada posto de trabalho às necessidades do trabalhador, que beneficiaria em termos de saúde, enquanto a empresa ganharia em produtividade e reduziria o número de baixas médicas.

Reforma Laboral

Outra boa notícia é que a Reforma Laboral contempla avanços em aspetos como a mobilidade geográfica dos trabalhadores com deficiência, o que pode, de certo modo, ajudar a melhorar a qualidade de vida das pessoas. No entanto, Alejandro Jover, advogado e especialista em deficiência, afirmou que a Reforma deveria ter ido mais longe e ter tido em conta aspetos como a permanência nos processos de despedimento.

Processo de seleção

Os trabalhadores com deficiência demonstram um elevado grau de compromisso, lealdade e, em suma, resultados positivos, tanto qualitativos como quantitativos. Se contarmos com uma boa estratégia interna nos processos de seleção, poderemos conseguir uma plena integração do trabalhador ou trabalhadora com deficiência, melhorando assim a competitividade empresarial. Desta forma, nas fases essenciais de qualquer processo de seleção, será aplicada uma discriminação positiva a favor das pessoas com deficiência, tendo em conta as adaptações necessárias para cumprir a regulamentação relativa à «acessibilidade universal e design para todos».

É responsabilidade social de todos começarmos a normalizar a deficiência e a vermos como uma oportunidade para sermos mais competitivos.

E, para acompanhar a jornada através do nosso hashtag: #PRLDiscapacidad

Nota de imprensa